ॐ :a concha em seu ouvido trazendo o barulho do mar: ॐ

ॐ Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de alguém. E esse alguém pode ser tu. Um espaço com pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio. Um espaço onde podemos anteceder suspiros e adiantar desesperos. Ou não. ॐ
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:: Sexta-feira, Janeiro 27, 2006 ::

uh uh uh, que beleza

A gravadora Trama, de São Paulo, anunciou nesta quinta-feira que vai relançar o disco "Tim Maia racional", um dos mais cultuados de Tim Maia. Lançado originalmente em 1975, o disco reflete a época em que o cantor pertencia à seita Universo em Desencanto. Poucos anos depois, no entanto, Tim desiludiu-se com a seita e não quis que o disco fosse novamente prensado. Um dos discos mais pirateados da música brasileira, finalmente "Tim Maia racional" ganhará uma versão em CD.


Fonte - Jornal O globo


:: 7:03 PM ::

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:: Quarta-feira, Janeiro 25, 2006 ::

ressonância magnética

Se tu já passou pela experiência de fazer uma ressonância magnética sabe a real situação-de-pavor que é ficar deitado dentro daquele 'tubo'. Caso tenha que enfrentá-la de novo, faça como o jornalista Tutty Vasques, pense em sexo!


"(...) Não sei se o leitor já passou por uma ressonância magnética. Tenho amigos que - pelo menos é o que dizem -dormem quando entram no tubo para o exame. Eu já havia passado pela experiência uma vez - na época o doutor cismou de ver minha coluna vertebral - e, acho até que contei isso na ocasião, entrei em pânico quando percebi que teria que ficar durante 30, 40 minutos num lugar tão apertado quanto um caixão. Pedi que me tirassem imediatamente lá de dentro e só depois de me concentrar durante dez minutos com os olhos fechados consegui fazer o exame. Saí de lá moralmente destruído.

Dessa vez, mesmo já sabendo como era a coisa, ao deitar na maca que é chupada para dentro do tubo senti que ainda não estava preparado para o procedimento. Falei para a mocinha que me arrumava que eu era claustrofóbico e, caso desse alarme, que me tirassem o mais rápido possível lá de dentro. Ela me tranqüilizou: "Relaxa, não vai doer nada!" - brincou. Fechei os olhos antes de ser introduzido no tubo e, na falta de assunto para me concentrar em alguma coisa, resolvi pensar em sexo. Sexo pra valer! Resultado: pode ser que eu esteja enganado, mas acho que inventei um método de auto-ajuda para quem, como eu, sofre de síndrome do pânico em ressonâncias magnéticas. Passei 35 minutos - e olha que metade do tempo com uma agulha de contraste espetada no braço - de raro prazer. Ali dentro, de olho fechado, com o teto a 10 centímetros do seu nariz, sentindo as paredes laterais roçarem nos ombros, você é capaz de imaginar as mais loucas posições para a prática de sexo com quem você quiser. De vez em quando, ouvia umas marteladas eletrônicas próprias da máquina e passei a associá-las ao anúncio de orgasmos. Como dizia Narcisa Tamborindeguy no tempo em que ainda lhe davam ouvidos, "que loucura, que loucura!"

Quando saí lá de dentro, às gargalhadas, a mocinha não estranhou: "Tá vendo, não disse que não ia doer!" - guardava um sorriso meio maroto nos lábios. Espero que meu estado de excitação durante o exame não tenha sido captado pelas imagens da ressonância.(...)"


Para ler a coluna inteira, clica aqui.


:: 11:23 PM ::

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:: Terça-feira, Janeiro 24, 2006 ::

e então, se resolve mudar..

porque tu percebe que precisa mudar e as coisas mudam. é quando te dizem que há 5 anos alguém saia do colégio e tu te formava na faculdade. quando descobre a felicidade numa simples conversa, assim, sem querer. quando tu chega em casa e vê teu cachorro dormindo e, ao te ver, balança o rabo e vem correndo pra cima de ti. é quando tu fica o dia inteiro pensando-lembrando de alguém, quando tu acorda, quando tu lava o rosto com água gelada, quando tu escuta a chuva cair lá fora, quando tu atravessa a cidade dentro do automóvel escutando aquele cd antigo e que te faz lembrar e lembrar. quando tu lembra de fugir pra uma praia e levar contigo ela. é quando tu pensa "num jeito de te levar a qualquer lugar que você queira / e ir onde o vento for e pra nós dois sair de casa já é se aventurar".

:: 9:18 PM ::

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:: Segunda-feira, Janeiro 23, 2006 ::

para relembrar 2005, 15 de agosto...

De poder pensar e falar o que se tem vontade como numa estrada que leva pro mar. De partir com a lua no ápice e chegar com o sol apontando por trás da montanha na direção contrária do mar. A brisa do litoral que bate na cara ao se abrir a janela do carro pra ver a ondulação entrando logo que se chega na beira da praia. E ao longe, pescadores partem para mais uma jornada de sustento. E se vão nas voltas da roda de uma bicicleta. De largar a bagagem em casa, comprar o pão feito na hora na padaria da avenida central e colocar o leite pra esquentar no fogão. De se ter ela por perto pra poder falar, conversar, poder rir, deitar, sentir e ver seu corpo queimar com os raios do sol. Deitada na areia enquanto se desliza pelas ondas cristalinas de uma manhã de sol no litoral. De se ficar a manhã inteira, a tarde inteira, o dia inteiro com ela na beira da praia. De se sair da água e respingar gotas na barriga dela que ainda permanece deitada no calor do sol na areia da praia. De se chegar em casa e ter alguém pra se cozinhar. De conversar e compartilhar histórias. Curiosidades que nunca terminam. Falar sobre lugares, falar sobre escolhas, comidas, vontades, desejos. Falar sobre árvores, sobre formigas, estradas, curvas. Falar sobre planos, sobre respeito, sobre amor, amizade. De rir, e rir mais, e rir de novo. De poder dizer boa noite e agradecer pelo bom dia. De se ficar abraçados deitados na cama. Cruzar os braços atrás da cabeça repousada nos travesseiros. E ficarem ali. Olhando pro teto. Sem precisar dizer uma palavra. E deixar o tempo passar junto com eles. Um dia, dois dias, um fim de semana. E saberem que estão ali. Juntos.


:: 7:41 PM ::

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